Conselhos Úteis

 
 
 

Compreender os Pneus

 
O pneu é o elo de ligação do veículo à estrada, cuja missão consiste em transmitir todas as forças estáticas e dinâmicas do carro ao solo, através de uma área de contacto equivalente a um bilhete postal ou à palma de uma mão. O conforto, a segurança e toda a condução do veículo passam pelo pneu.
 
 
A primeira característica que um pneu deve apresentar é a resistência, segundo diversos ângulos:

resistência ao desgaste e à deterioração provocados pelo uso e pelos agentes agressivos (atrito, calor, produtos químicos, pedras, etc.);

resistência mecânica estrutural, a fim de sustentar o peso do veículo e respectivos ocupantes e bagagens, transmitir os elevados binários de aceleração e travagem, quando o carro se desloca, assim como as forças transversais geradas pela força centrífuga em curva, sem se deformar exageradamente, pondo em risco as suas normais prestações;

resistência a impactos, provocados por buracos, desníveis da via, passeios, pedras e outros objectos, etc.
 
 
 
A segunda característica essencial dos pneus é a elasticidade, destinada a absorver as irregularidades e vibrações da via, juntamente com os componentes da suspensão. O compromisso resistência/elasticidade é assim fundamental para o conforto, a segurança de condução e o nível de ruído em circulação.

Outra característica fundamental do pneu é a aderência, que garante a transferência das forças para a estrada. A aderência resulta do desenho do piso, da estrutura do pneu e da composição da mistura que constitui a borracha.
 
 
 
 
 
 

Elementos do Pneu

 
 
Todos os elementos que formam o pneu são vulcanizados em conjunto, para lhes dar a coerência e coesão indispensáveis:

Revestimento interior de borracha sintética, impermeável ao ar sob pressão e que funciona como câmara de ar.

A carcaça é constituída por finos cabos de fibra têxtil perpendiculares entre si, embebidos na borracha.

O talão é parte do pneu que se apoia na jante, quando o pneu é montado à pressão, ou seja, o mais justo possível. Com o enchimento, a pressão interior do ar comprimido aumenta ainda mais o contacto do talão com a jante, permitindo que o pneu e jante funcionem como uma única peça, a fim de transmitir os binários de travagem e aceleração ao solo.
 
 
 
Os aros do talão são reforçados interiormente com cabos de aço, para impedir a deformação do talão e manter o pneu em permanente contacto com a jante.

Os flancos são as paredes laterais do pneu, estabelecendo a ligação entre a banda de rodagem ou piso e os talões. São revestidos por uma camada de borracha flexível, que protege a carcaça dos impactos.

As lonas de reforço destinam-se a dar estabilidade dinâmica ao pneu, sendo constituídas por finos cabos de aço.

A banda de rodagem é a parte do pneu que está em contacto com a estrada e contribui, com o desenho das suas esculturas na borracha, para a imediata identificação de cada pneu.
 
 
 
 
 
 

A correcta Pressão dos Pneus

 
 
A pressão de enchimento dos pneus é uma das suas mais importantes especificações, uma vez que é variável, quer em função da carga e da modificação da temperatura, quer em resultado de anomalias e de períodos exageradamente longos sem verificação.

A pressão ideal do pneu é a preconizada pelo construtor do veículo, que efectuou todos os cálculos, a fim de obter rigorosamente os melhores resultados, tanto em termos de conforto, como no que respeita a rendimento e economia da viatura.
 
 
 
Nos manuais de utilização dos veículos existe uma tabela de pressões para os dois eixos, que pode ser diferente, quer com o veículo vazio, quer a plena carga. O enchimento incorrecto dos pneus é o principal responsável pela sua prematura deterioração e por muitos erros de condução, com ou sem consequências desastrosas.

A pressão insuficiente e a pressão desigual entre os diversos pneus do veículo são as duas situações piores, embora o excesso de pressão também apresente os seus inconvenientes.
 
 
 
 
 
 

Muito Importante

 
A verificação da pressão dos pneus deve ser feita a frio, após o carro andar 2 ou 3 quilómetros, mas nunca a quente.

Ao rodar, a pressão dos pneus pode subir até 20%, mas esse facto é tido em conta pelos fabricantes de veículos e pelos produtores de pneus. Se verificar e acertar a pressão dos pneus a quente, ao esfriarem estes ficarão com menos 5-6 psi, ou seja, com enchimento insuficiente.

Nas mudanças das estações do ano, também convém verificar e acertar a pressão dos pneus, porque as temperaturas médias podem variar mais de 30ºC, o que representa uma variação considerável da densidade do ar.

Verificar o ar dos pneumáticos uma vez por mês, e o nitrogénio de 2 em 2 meses

Fazer uma pequena revisão de 10 em 10 mil kilometros (rotação dos pneus de traz para a frente, caso as medidas dos quatro pneus sejam iguais, e alinhar a direcção) esta revisão aumenta a segurança e a vida útil dos pneus.